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Associação entre ansiedade de apego e mais profundidade emocional em conversa de casal semelhante à terapia

Com 63 casais, estudo associa ansiedade de apego a mais profundidade emocional numa conversa guiada semelhante à terapia. A evitação vai no sentido oposto.

Pesquisadores da Utah State University (Estados Unidos) analisaram como os padrões de apego de cada parceiro se relacionam com a profundidade com que a pessoa processa o que sente durante uma conversa guiada, semelhante a um atendimento de casal. O trabalho, de Kyla Iverson e Ryan B. Seedall, foi publicado no periódico Journal of Marital and Family Therapy e usa dados secundários de 63 casais heterossexuais recrutados originalmente para outro estudo, não em terapia: a satisfação conjugal da amostra ficou levemente abaixo do ponto de corte de sofrimento, e os autores não perguntaram se alguém fazia terapia na época. Na interação analisada, um facilitador (doutorando em terapia de casal e família) conversava de 3 a 4 minutos com cada parceiro sobre a questão pessoal do outro.

O achado que os próprios autores tratam como contraintuitivo é sobre a ansiedade de apego: quanto mais ansiosa a pessoa se descrevia, mais fundo processava o que sentia, tanto na própria questão quanto na do parceiro, e o mesmo valia quando o parceiro era mais ansioso. Já a evitação foi no sentido oposto, mas só ao falar da questão do parceiro; ao falar de si, a diferença não foi significativa. Por uma segunda medida, baseada em como cada um narra a própria infância, mais segurança se associou a picos mais altos de profundidade, sem mudar o nível típico da conversa, e um estilo mais desativante, a picos mais baixos.

Os autores leem a ansiedade como possível catalisador do envolvimento emocional numa intervenção breve, mas alertam que o efeito pode ser passageiro e virar desregulação se o parceiro não responder como a pessoa espera; com o parceiro mais evitativo, sugerem entender o recuo como proteção e respeitar o ritmo. Eles próprios apontam os limites: amostra pequena, só casais heterossexuais, conversas de poucos minutos. São associações observadas num único encontro, não relações de causa e efeito.

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Conteúdo de caráter informativo — não substitui avaliação, diagnóstico ou atendimento por profissional de saúde mental.