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Estudo brasileiro usa a escultura familiar para ler vínculo e pertencimento na família de adolescentes autores de ofensa sexual

Na Revista Brasileira de Terapia Familiar, Mariana Miranda Borges e Liana Fortunato Costa usam a escultura familiar com adolescentes que cometeram ofensa sexual e descrevem vínculo frágil com a mãe e pertencimento incerto, que o comportamento tenta comunicar.

A Revista Brasileira de Terapia Familiar, da ABRATEF, publicou em 28 de setembro de 2026 um estudo qualitativo de Mariana Miranda Borges e Liana Fortunato Costa sobre adolescentes que cometeram ofensa sexual, com foco nas relações familiares. As autoras retomam autores clássicos, nacionais e internacionais, do estudo de família para propor uma leitura sistêmica desse contexto.

O instrumento de avaliação foi a escultura familiar: dez esculturas, fotografadas e depois transformadas em figuras geométricas para preservar a identidade das pessoas. A análise olhou para três dimensões, pertencimento, vinculação e afetividade, e encontrou um movimento de aproximação e rompimento entre mãe e adolescente, com vínculo frágil e dúvida do adolescente sobre o próprio lugar afetivo na família.

O pertencimento também se mostra incerto, e alguns comportamentos funcionam como tentativa de comunicar sofrimento e pedir ajuda, uma comunicação que aparece nas fronteiras familiares. As autoras recomendam a escultura familiar a profissionais que atendem adolescentes autores de ofensa sexual intrafamiliar. O artigo está em acesso aberto.

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Conteúdo de caráter informativo: não substitui avaliação, diagnóstico ou atendimento por profissional de saúde mental.