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Incluir a família depois de uma lesão cerebral: o que dizem os clínicos que atendem esses casos

Estudo qualitativo no Australian and New Zealand Journal of Family Therapy ouviu clínicos que atendem pessoas com lesão cerebral adquirida em Melbourne. Eles descrevem o desafio de incluir a família no cuidado e pedem mais formação e apoio institucional para isso.

Um estudo qualitativo de Anna T. Booth, Franca Butera, Nella Charles, Karen Story, Sandra Kuntsche e Jacinta Douglas, publicado no Australian and New Zealand Journal of Family Therapy, ouviu seis clínicos que atendem pessoas com lesão cerebral adquirida em Melbourne, na Austrália, em serviços de atendimento agudo, de reabilitação e na comunidade. O ponto de partida é um pedido antigo da área: que o tratamento olhe também para a família, e não só para a pessoa lesionada.

A partir de um grupo focal, os autores identificaram seis temas sobre como esses profissionais trabalham com a pessoa e com a família depois da lesão. A prática que inclui a família aparece como um equilíbrio entre as necessidades de quem sofreu a lesão e o contexto familiar e relacional em que a recuperação acontece. Os clínicos destacam a importância de responder aos efeitos do trauma sobre a família inteira, de sustentar a esperança e de financiar programas para famílias e apoio social.

Para os autores, ampliar o envolvimento das famílias exige mais formação dos profissionais e apoio das organizações para implementar essa prática. Com seis participantes, o estudo descreve percepções de um grupo pequeno, sem medir resultados de tratamento.

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Conteúdo de caráter informativo: não substitui avaliação, diagnóstico ou atendimento por profissional de saúde mental.