Terapia familiar para transtornos alimentares: do modelo de Milão à evidência contemporânea
Da terapia familiar de Minuchin e Selvini Palazzoli aos modelos contemporâneos como o FBT, a revisão reúne cinco décadas de evidência sobre o envolvimento da família no tratamento de transtornos alimentares.
Artigo publicado em 2026 na Frontiers traça a evolução da terapia familiar no tratamento de transtornos alimentares, desde os trabalhos pioneiros de Mara Selvini Palazzoli e Salvador Minuchin até modelos contemporâneos como a Family-Based Treatment (FBT) e a Multifamily Therapy (MFT).
A premissa central que orienta esse campo: transtornos alimentares não são fenômenos puramente intrapsíquicos, são relacionais, e emergem e se sustentam dentro de sistemas familiares. A intervenção mais eficaz não isola o paciente do contexto, mas mobiliza a família como agente de mudança e recuperação.
Para adolescentes especialmente, os resultados indicam que envolver a família contribui de forma consistente para os desfechos do tratamento. É uma confirmação rigorosa do que a clínica sistêmica propõe há décadas: mudar o sistema muda o sintoma.
Conteúdo de caráter informativo — não substitui avaliação, diagnóstico ou atendimento por profissional de saúde mental.
