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Recursos e técnicas

Equipe reflexiva

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Recurso clínico criado por Tom Andersen e colegas em Tromsø, na Noruega, em 1985: a equipe que acompanhava a sessão por trás do espelho passa a conversar, à vista e ao alcance da família, sobre o que ouviu, e a família depois comenta essa conversa.

Trocar de lugar com a família

Em março de 1985, em Tromsø, Tom Andersen e colegas inverteram o uso do espelho unidirecional: luzes e som passaram da sala da família para a sala da equipe, e a família pôde ouvir os terapeutas conversando sobre a entrevista. Em seguida, o entrevistador pergunta à família o que ela pensou do que ouviu. Andersen descreveu o procedimento num artigo de 1987 na Family Process e o desenvolveu num livro de 1991, traduzido no Brasil como Processos reflexivos.

Como a equipe fala

As reflexões são oferecidas como possibilidades, não como interpretações: a equipe fala em tom tentativo, sem hipóteses fechadas, e a família escolhe o que aproveitar. Com o tempo, Andersen passou a falar em processos reflexivos, nome que inclui formatos sem espelho, com a equipe na mesma sala ou com um único terapeuta alternando conversa e reflexão. No Brasil, o recurso também aparece na coterapia e no atendimento de casal.

Conceitos vizinhos

Fontes

  1. Andersen, Tom. The reflecting team: dialogue and meta-dialogue in clinical work. Family Process, v. 26, p. 415-428 , 1987.
  2. Andersen, Tom. The Reflecting Team: Dialogues and Dialogues about the Dialogues. Norton , 1991.
  3. Andersen, Tom. Processos reflexivos (R. M. Bergallo, Trad.; 2. ed. ampliada). Instituto Noos; ITF , 2002.

Como citar este verbete

PRÁTICAS SISTÊMICAS. Equipe reflexiva. Práticas Sistêmicas, [S. l.], 5 out. 2026. Disponível em: https://praticassistemicas.psc.br/glossario/equipe-reflexiva. Acesso em: 6 out. 2026.

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