Construcionismo social
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Perspectiva segundo a qual conhecimento, identidade e realidade se constroem nas relações e na linguagem, dentro de contextos históricos e culturais, e não espelham um mundo dado. Na terapia familiar, fundamenta as práticas colaborativas, dialógicas e narrativas.
Na terapia familiar, a virada construcionista deslocou a pergunta: em vez de descrever o que a família é, interessa como o sentido se constrói na conversa entre terapeuta e família. Dessa virada saem práticas que tiram o terapeuta da posição de especialista, como as práticas colaborativas e dialógicas, associadas a Harlene Anderson e Harry Goolishian, e as práticas narrativas, de Michael White e David Epston.
A equipe reflexiva, proposta por Tom Andersen em meados dos anos 1980, costuma ser associada a esse conjunto. Em vez de discutir a família entre si por trás de um espelho, os terapeutas passam a conversar de modo que ela os veja e ouça, e depois a família comenta o que ouviu. A prática também aparece no atendimento de casal, e os itens do acervo com a tag equipe reflexiva mostram esse uso.
Conceitos vizinhos
Fontes
- Peter L. Berger e Thomas Luckmann. A construção social da realidade , 1966.
- Kenneth J. Gergen. The social constructionist movement in modern psychology (American Psychologist) , 1985.
Como citar este verbete
PRÁTICAS SISTÊMICAS. Construcionismo social. Práticas Sistêmicas, [S. l.], 5 out. 2026. Disponível em: https://praticassistemicas.psc.br/glossario/construcionismo-social. Acesso em: 6 out. 2026.
